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O Otakismo recomenda!! parte 2

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O Otakismo recomenda!! parte 2

Mensagem por dracofu em Seg 16 Abr 2012, 00:45








O Otakismo recomenda!! parte 2













Está pronta a segunda bateria de
recomendações que possivelmente agradarão os leitores do Otakismo, já
que a frequência de posts foi reduzida nos últimos meses. Alguns blogs
presentes na primeira bateria foram novamente selecionados, outros
finalmente ganham seu espaço nesse endereço (tá, grande coisa...)



O Maximum Cosmo do Alexandre Lancaster
provavelmente será citado em qualquer recomendação que eu desenvolva,
pois ele eleva o discurso a outro nível e mostra que é possível manter
um olhar crítico e refinado também quando se fala em cultura pop
japonesa. Escrito há alguns anos, seu artigo sobre o movimento artístico
japonês chamado Superflat continua acertando o alvo até hoje. É um dos
textos clássicos desse blog e dialoga profundamente com os temas
desenvolvidos no Otakismo, então não poderia deixar de citá-lo em algum
momento. O que há de tão pertinente? O Superflat é uma tijolada reativa
que tem como alvo a cultura otaku. Como curiosidade, foi esse artigo que
fez o Otakismo sair do plano das ideias, ele demonstrou concretamente
que sim, é possível elevar o nível. (para quem não sabe, a imagem de
fundo atual é obra do Takashi Murakami)

"O
Superflat é um movimento estético pós-moderno que surgiu dentro das
artes plásticas e que encontrou eco nos mangás e nas animações – até
porque seu pressuposto é de que a cultura dos animes e mangás é a
cultura japonesa de nosso tempo. (...) O ponto do manifesto de seu
movimento artístico é que, no Japão, a cultura pop de animes e mangás se
imiscuiu de tal forma na vida cotidiana que influenciou as artes
plásticas, o design, a cultura pop, as artes decorativas, sendo achatado
em um conjunto único ao qual todos pertencem. (...) Entretanto, esse
"achatamento" tem um outro lado embutido: a ausência de profundidade,
uma vez que quem serviu de liga para todo esse conjunto de manifestações
culturais seria antes de mais nada, a cultura de consumo – que é uma
cultura da superficialidade por natureza."

Superflat: A Reação do Pós-Modernismo Japonês ao "Boom" Otaku






Já citei um post do Subete Animes, mas esse é o primeiro redigido pelo Qwerty.
Um texto fundamental, em perspectiva, sobre a mais clássica franquia da
animação japonesa, responsável pela criação da leva pioneira de otakus
no início dos anos 80, Gundam. Nele, o redator oferece um guia pessoal
para orientar pessoas que tem curiosidade de penetrar no universo Gundam
mas sentem-se, com razão, desnorteados diante da profusão de sequências
e universos alternativos.

"O ideal
é, como para qualquer outra obra de ficção, começar do começo - ou seja,
ver a série na ordem de lançamento no Japão. Afinal, as ideias surgiram
nesta ordem, e torna-se mais fácil acompanhar a lógica de raciocínio
seguida pelos escritores e diretores ao longo desses anos. O problema é
que Mobile Suit Gundam [0079, como apelidado pelo fandom] é uma obra
tecnicamente muito datada [tanto na combinação de animação e som
costumeiramente chamado aqui de parte técnica quanto no estilo de
direção] e que causa estranheza no espectador menos acostumado a se
aventurar pelos animes anteriores a 2000."
Gundam: Por Que Assistir e Por Onde Começar








O Mangás Undergrounds do Judeu Ateu
(?) tem uma proposta muito interessante de apresentar breves resenhas
de mangás que nunca ouviríamos falar sem essa democrática plataforma
chamada internet. Enquanto as editoras brasileiras cavam sua própria
cova requentando títulos clichês enquanto entregam produtos precários a
preços proibitivos, a rede mundial de computadores e os tradutores
americanos possibilitam, a quem fala um pouco de inglês, a chance de
conhecer os bons títulos japoneses que fogem das características padrões
necessárias para uma publicação vingar no nosso insípido mercado de
quadrinhos. Blogs como esse nos ajudam a garimpar as pepitas reluzentes,
e um dos títulos mais bem cotados é Kokou no Hito.

"A arte
já é bonita por si só, mas mais do que agradável aos olhos, a arte de
The Climber auxilia na fluidez da narrativa da história. As vezes tenho a
sensação de que muito mangás falham ao tentarem serem livros, digo,
tratam assuntos muito complexos e que necessitam de longos textos, mas
não auxiliam esses longos textos com imagens, que é o ideal e o
diferencial dos mangás e dos quadrinhos em geral."
Kokou no Hito (The Climber)




O Mangás Cult tem uma
proposta semelhante ao endereço citado acima, com a diferença de
apresentar textos um pouco mais extensos e elaborados. Como a
recomendação acima já contempla um título, destaco o texto desse blog
destinado ao Go Nagai, um dos alicerces do mangá no Japão. Discordando
um pouco do Nintakun, ele não é o Tarantino japonês, se tal comparação é cabível, o Quentin que é o Go Nagai americano!

" dessa forma
fez o famoso final de Harenchi Gakuen, que se tornou um símbolo da busca
pela liberdade e da rejeição da hipocrisia, onde todos os alunos e
professores da escola sem-vergonha, são mortos por organizações de pais e
professores e outras forças parentais. Essa foi a forma que Nagai usou
para responder à opressão, satirizando a "caça às bruxas" que havia
contra ele e a liberdade de expressão que não havia em abundância na
época."
Conhecendo os Mestres: Go Nagai


Edição especial no papel de jornal translucido que não serve nem para limpar a bunda?


Finalizo com o texto do Denys no Gyabbo!
que nos mostra como o setor de mangás está cariado no Brasil a partir
da análise do discurso do Marcelo del Greco, gerente de conteúdo da
editora JBC.

"não existe por parte da JBC – afinal
estamos falando do seu gerente de conteúdo – uma vontade de avançar
além dos poucos passos que foram dados nesses pouco mais de 10 anos de
mangás no Brasil no formato que conhecemos hoje. Aparentemente a vontade
é continuar vendendo para o mesmo nicho que já não é exatamente muito
grande, esperando para um sucesso televisivo ajudar a alanvancar as
vendas. Evoluir seus produtos e diversificar o que é apresentado como
lançamentos para bancas e livrarias não parece estar no horizonte da
empresa."
Análise do discurso de Marcelo Del Greco e o futuro obscuro do mercado de mangas no Brasil



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