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História do Mangas

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História do Mangas

Mensagem por dracofu em Qua 01 Out 2008, 10:05

História do Mangas

Os mangás têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.) com a aparição dos primeiros rolos de pintura japoneses: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. O primeiro desses emakimono, o Ingá Kyô, é a cópia de uma obra chinesa e separa nitidamente o texto da pintura.

A partir da metade do século XII, surgem os primeiros emakimono com estilo japonês, do qual o Genji monogatari emaki é o representante mais antigo conservado, sendo o mais famoso o Chojugiga, atribuído ao bonzo Kakuyu Toba. O Chojugiga está guardado no templo de Kozangi em Quioto. Nesses últimos surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas cenas de pintura. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a narração é hoje uma das características mais importantes dos mangás.

No período Edo, em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias, mas rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler, antes do nascimento da estampa independente com uma única ilustração: o ukiyo-e no século XVI. É, aliás, Katsushika Hokusai o precursor da estampa de paisagens, nomeando suas célebres caricaturas publicadas de 1814 à 1834 em Nagoya, cria a palavra mangá — significando "desenhos irresponsáveis" — que pode ser escrita, em japonês, das seguintes formas: Kanji (漫画, Kanji?), Hiragana (まんが, Hiragana?), Katakana (マンガ, Katakana?) e Romaji (Manga).

De Estampas a Quadrinhos

Os mangás não tinham no entanto sua forma atual que surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais, provenientes dos Estados Unidos. Tanto que chegaram a ser conhecidos como Ponchi-e (abreviação de Punch-picture) como a revista britânica, origem do nome, Punch magazine (Revista Punch), os jornais traziam humor e sátiras sociais e políticas em curtas tiras de um ou quatro quadros. Diversas séries comparáveis as de além-mar surgem nos jornais japoneses: Norakuro Joutouhei (Primeiro Soldado Norakuro) uma série antimilitarista de Tagawa Suiho, e Boken Dankichi (As aventuras de Dankichi) de Shimada Keizo são as mais populares até a metade dos anos quarenta quando toda a imprensa foi submetida à censura do governo, assim como todas as atividades culturais e artísticas. Entretanto, o governo japonês não hesitou em utilizar os quadrinhos para fins de propaganda.


Pós-Guerra e Renovação

Sob ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakas, como os desenhistas são conhecidos, sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana. É então que um artista influenciado por Walt Disney revoluciona esta forma de expressão e dá vida ao mangá moderno: Osamu Tezuka. As características faciais semelhantes aos dos desenhos de Disney onde olhos, boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos personagens, o que tornou sua prolífica produção possível. É ele quem introduz com exatidão os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade ou onomatopéias que se integram com a arte, destacando todas as ações que comportassem movimento, mas também, e acima de tudo, pela alternância de planos e de enquadramentos como os usados no cinema. As hitórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos.

Osamu Tezuka cria, junto ao próprio estúdio Mushi Production, a primeira série de animação para a televisão japonesa em 1963, a partir de uma de suas obras: Tetsuwan Atom (Astro Boy). Finalmente a passagem do papel para a televisão tornou-se comum e o aspecto comercial do mangá ganhou amplitude, mas Tezuka não se contentou com isso. Sua criatividade o levou a explorar diferentes gêneros — na sua maioria, os mangás tinham como público-alvo as crianças e jovens —, assim como a inventar novos, participando no aparecimento de mangás para adultos nos anos sessenta com os quais ele pôde abordar assuntos mais sérios e criar roteiros mais complexos. Ele também foi mentor de um número importante de mangakas como Fujiko Fujio (dupla criadora de Doraemon), Akatsuka Fujio, Reiji Matsumoto e Shotaro Ishinomori.

Assim, os mangás cresceram simultaneamente com seus leitores e diversificaram-se segundo o gosto de um público cada vez mais importante, tornando-se aceitos culturalmente. A edição de mangás representa hoje mais de um terço da tiragem e mais de um quarto dos rendimentos do mercado editorial em seu país de origem. Tornaram-se um verdadeiro fenômeno ao alcançar todas as classes sociais e todas as gerações graças ao seu preço baixo e a diversificação de seus temas. De fato, como espelho social, abordam todos os temas imagináveis: a vida escolar, a do trabalhador, os esportes, o amor, a guerra, o medo, séries tiradas da literatura japonesa e chinesa, a economia e as finanças, a história do Japão, a culinária e mesmo manuais de "como fazer", revelando assim suas funções pedagógicas.

Estilo

Para os japoneses as histórias em quadrinhos são leitura comum de uma faixa etária bem mais abrangente do que a infanto-juvenil; a sociedade japonesa é ávida por leitura e em toda parte vê-se desde adultos até crianças lendo as revistas. Portanto, o público-consumidor é muito extenso, com tiragens na casa dos milhões e o desenvolvimento de vários estilos para agradar a todos os gostos.

Por isso os mangás são comumente classificados de acordo com seu público-alvo. Histórias onde o publico alvo são meninos — o que não quer dizer que garotas não devam lê-los — são chamados de shonen (garoto jovem, adolescente, em japonês) e tratam normalmente de histórias de ação, amizade e aventura. Histórias que atualmente visam meninas são chamados de shoujo (garota jovem em japonês) e têm como característica marcante as sensações e sensibilidade da personagem e do meio (também existem garotos que leêm shojo pois existem shoujos com bastante ação e luta). Além desses, existe o gekigá, que é uma corrente mais realista voltada ao público adulto (não necessariamente são pornográficos ou eróticos) e ainda os gêneros seinen para homens jovens e josei para mulheres. Os traços típicos encontrados nas histórias cômicas (olhos grandes, expressões caricatas) não são encontrados nessa última corrente. Existem também os pornográficos, apelidados hentai. As histórias yuri abordam a relação homossexual feminina e o yaoi (ou Boys Love) trata da relação amorosa entre dois homens, mas ambos não possuem necessariamente cenas de sexo explícito.

Formato

A ordem de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental, ou seja, inicia-se da capa do livro com a lombada à sua direita (correspondendo a contracapa ocidental), sendo a leitura das páginas feita da direita para a esquerda. Alguns mangás publicados fora do Japão possuem a configuração habitual do Ocidente.

Além disso, o miolo é impresso em preto-e-branco, contando esporadicamente algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos, e em papel reciclado tornando-o barato e acessível a qualquer pessoa.

Os mangás são publicados no Japão originalmente em revistas antológicas. Essas revistas com cerca de 300 à 800 páginas são publicadas em periodicidades diversas que vão da semana ao trimestre. Elas trazem capítulos de várias séries diferentes. Cada capítulo normalmente tem entre dez e 40 páginas. Assim que atingem um número de páginas em torno de 160~200, é publicado um volume, chamado tankohon ou tankobon, no formato livro de bolso, que, aí sim, só contém histórias de uma série. Esses volumes são os vendidos em diversos países dependendo do sucesso alcançado por uma série, ela pode ser reeditada em formato bunkoubon ou bunkouban (完全版, bunkoubon ou bunkouban?) (mais compacto com maior número de páginas) e wideban (ワイド版, wideban?) (melhor papel e formato um pouco maior que o de bolso).

Uma das revistas mais famosas por lá é a Shonen Jump da editora Shueisha. Ela publicou clássicos como Dragon Ball, Saint Seiya (ou Cavaleiros do Zodíaco), Yu Yu Hakusho e continua publicando outra séries conhecidas como Naruto, One Piece, Bleach e Death Note. Existem também outras revistas como a Champion Red mensal (Akita Shoten), que publica Saint Seiya Episode G (Cavaleiros do Zodíaco Episódio G), a Shonen Sunday semanal (Shogakukan), que publicava InuYasha, e a Afternoon mensal (Kodansha). Entre outras, podem-se citar também a Nakayoshi (Kodansha), revista de shoujo famosa que publicou entre outros Bishoujo Senshi Sailor Moon e Sakura Card Captors, e a Hana to Yume (Hakusensha) que publica Hana Kimi e Fruits Basket.

Há também os fanzines e dōjinshis que são revistas feitas por autores independentes sem nenhum vínculo com grandes empresas. Algumas dessas revistas criam histórias inéditas e originais utilizando os personagens de outra ou podem dar continuidade a alguma série famosa. Esse tipo de produto pode ser encontrado normalmente em eventos de cultura japonesa e na internet. O Comiket (abreviação de comic market), uma das maiores feiras de quadrinhos do mundo com mais de 400.000 visitantes em três dias que ocorre anualmente no Japão, é dedicada ao dōjinshi.

No Brasil

Embora a primeira associação relacionada a mangá, a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações, tenha sido criada em 3 de fevereiro de 1984, o "boom" dos mangás no Brasil aconteceu por volta de dezembro de 2000, com o lançamento dos títulos Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco pela Editora Conrad (antiga Editora Sampa). Porém, esses não foram os primeiros a chegar a território brasileiro. Alguns clássicos foram publicados nos anos 80 e começo dos anos 90 sem tanto destaque, como Lobo Solitário pela Editora Cedibra, Akira pela Editora Globo, Crying Freeman, pela Editora Sampa e A Lenda de Kamui e Mai - Garota Sensitiva pela Editora Abril e Cobra, Baoh e Escola de Ninjas pela Dealer. Porém, a publicação de vários títulos foi interrompida e o público brasileiro ficou sem os mangás traduzidos por vários anos. Existiram ainda edições piratas de alguns mangás[carece de fontes?]. O mais famoso foi Japinhas Safadinhas lançado em nove edições pela "Bigbun" (selo erótico da Editora Sampa). O mangá era uma versão sem licenciamento de Angel de U-jin.

A popularidade do estilo japonês de desenhar é marcante, também pela grande quantidade de japoneses e descendentes residentes no país. Já na década de 1960, alguns autores descendentes de japoneses, como Julio Shimamoto e Claudio Seto, começaram a utilizar influências gráficas, narrativas ou temáticas de mangá em seus trabalhos. O termo mangá não era utilizado, mas a influência em algumas histórias tornou-se óbvia. Alguns trabalhos também foram feitos nos anos 80, como o Robô Gigante de Watson Portela e o Drácula de Ataíde Braz e Neide Harue. O movimento voltou a produzir frutos nos anos 90. Com a inconstância do mercado editorial brasileiro, existe pelo menos uma revista nacional no estilo mangá que conseguiu relativo sucesso; a Holy Avenger. Além deste temos também outras publicações bastante conhecidas pelos fãs de mangá, como Ethora, Combo Rangers e a antiga revista de fanzines Tsunami. Atualmente os quadrinhos feitas no estilo mangá, tirando algumas exceções, como as citadas acima, se baseia grandemente em fanzines.

Apesar da aceitação do estilo de história em quadrinho japonês, a maioria das edições vêem ao Brasil com determinadas alterações quanto ao número de páginas por edição. Muitas vezes, dividem pela metade cada edição, elevando demasiadamente o custo pela coleção.

By: Anime History



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Re: História do Mangas

Mensagem por dracofu em Sex 24 Dez 2010, 05:20

terça-feira, 3 de abril de 2007


A História do Mangá




É claro que o mangá tem raíses muito antigas. Lá pelo século VIII (período Nara) surgiam os primeiros rolos de pergaminhos contando histórias por desenhos e textos. Estes eram chamados de "emakimonos". Mas foi muito mais tarde, lá por 1800 (período Edo) que um japonês mostrou a sua arte inspirada nesses pergaminhos e a nomeou mangá.

Seu nome era Katsushika Hokusai, o pioneiro ao mostrar sua arte feita em ukiyo-e, que aqui é conhecida popularmente por xilogravura. Obviamente como não existia um maquinário moderno na época, a xilogravura era a "mãe da imprensa". Desenhos eram cunhados em madeira, e em seguida usava-se tinta pra transferí-los pro papel. Letras também eram forjadas em placas de metal para depois serem unidas formando frases e consequentemente páginas, para em seguida serem impressas em quantidade.


O nome mangá (man = "irresponsável"; ga = "imagem") já estava definido, mas somente em 1946 começou a tornar-se popular pelas mãos de Osamu Tezuka (1928 ~ 1989), considerado até hoje o Deus do Mangá. Suas obras mais famosas são conhecidas inclusive aqui no Brasil, como "Astro Boy", "Kimba, o Leão Branco" e "A Princesa e o Cavaleiro".


A partir daí, a popularidade só aumentou. Vários gêneros foram criados e artistas consagrados. E entre os gêneros que surgiram, os mais populares são:

Shojo: Mangá de gênero adolescente (feminino).
Shonen: adolescente, masculino.
Gekigá: Gênero de mangá dramático ou voltado ao público adulto.
Mecha: Robôs gigantes.
Yuri: Lésbico.
Yaoi: Gay
Hentai: Pornográfico.

Muito se fala, principalmente aqui no Brasil, que os mangás são desenhos de pessoas com os olhos maiores que o rosto e cabelo espetado. E é verdade que a maioria dos mangás, principalmente no estilo shonen essas características são marcantes (mas nem sempre). Já nos gekigás, apesar do estilo tradicional dos mangás, o traço é muito mais realista.

E falando em gekigás, Avançando um pouco no tempo surgiram obras de sucesso absoluto como Lobo Solitário, de Kazuo Koike (que também criou o famosíssimo Crying Freeman) e arte de Goseki Kojima. Isso claro, entre muitas outras obras.


Uma característica muito comum na maioria dos mangás se dá por serem constituídos de obras que ressaltam as expressões faciais e corporais, e o baixo volume de texto. É normal encontrar em um mangá uma longa sequência de páginas sem texto algum, apenas demonstrando por movimentos o desenrolar da história.

No Brasil, mangás foram publicados sem muito destaque entre o final dos anos 80 e início dos anos 90. Obras como Mai a garota Sensitiva, Akira e os já citados Lobo Solitário e Crying Freeman, que tiveram a publicação interrompida por não serem tão populares por aqui.

Mas aí surgiu Cavaleiros do Zodíaco, que é amplamente considerado o mais marcante desenho animado japonês (Anime) de uma emissora brasileira, tanto que ele abriu uma brecha para o mais antigo ainda Dragon Ball Z ser televisionado. Porém, como foi dito, eram animes, e não mangás.

Alguns outros foram para a TV por assinatura, e os animes ajudaram a popularidade do mangá aumentar. Então no ano 2000 as editoras Conrad, JBC e Panini começaram a publicar mangás que foram sucesso no Japão, Europa e Estados Unidos: Neon Genesis Evangelion, Vagabond, Dragon Ball, One Piece. Esses e mais outros foram o estopim para que uma enxurrada de mangás começassem, aos poucos, invadir as prateleiras das bancas do Brasil. E hoje em 2007 já é comum enxergar títulos que nem se ouvia falar antes, mais comuns somente no eixo Rio ~ São Paulo. E cada vez mais títulos famosos estão saindo no Japão e angariando prêmios, e estas boas novas chegam antes para o usuário internauta, já que existe uma demora nas negociações Brasil ~ Japão para que títulos novos sejam publicados aqui. Resta esperarmos que as editoras continuem a publicar sempre esses títulos de sucesso para que essa nova forma de cultura não caia no esquecimento novamente.


E pelo visto essa cultura veio pra ficar, tanto que hoje já existem até sites que fazem o trabalho de tradução de mangás de fãs para fãs, principalmente de títulos que ainda não saíram do Japão ou que já chegaram em outros países que não o Brasil. Titulos novos que ainda não têm previsão de lançamento no aqui, como Death Note, 20th Century Boys, etc. já são encontrados traduzidos por fãs.



creditos:
http://pandashi.blogspot.com/2007/04/histria-do-mang.html



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