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Géneros de anime e mangá

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Géneros de anime e mangá

Mensagem por dracofu em Dom 08 Jan 2012, 16:40

►►►►Indice:

►Anime
►Ecchi
►Harém
►Hentai
►Mangá
►Mahō shōjo
►Mecha

--------------------------------------------------------


Anime







Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Anime, animê ou animé é qualquer animação produzida no Japão. A palavra anime tem significados diferentes para os japoneses e para os ocidentais.
Para os japoneses, anime é tudo o que seja desenho animado, seja ele
estrangeiro ou nacional. Para os ocidentais, anime é todo o desenho
animado que venha do Japão. A origem da palavra é controversa, podendo
vir da palavra inglesa animation ("animação") ou da palavra francesa animée ("animado"), versão defendida por pesquisadores como Frederik L Schodte
Alfons Moliné. Ao contrário do que muitos pensam, o animê não é um
género, mas um meio, e no Japão produzem-se filmes animados com
conteúdos variados, dentro de todos os géneros possíveis e imagináveis
(comédia, terror, drama, ficção científica, etc.). Uma boa parte dos
animes possui sua versão em mangá,
os quadrinhos japoneses. Os animes e os mangás se destacam
principalmente por seus olhos geralmente muito grandes, muito bem
definidos, redondos ou rasgados, cheios de brilho e muitas vezes com
cores chamativas, para que, desta forma, possam conferir mais emoção aos
seus personagens. Animes podem ter o formato de séries para a
televisão, filmes ou OVAs.

História
Com a ocupação dos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial, muitos artistas japoneses tiveram contato com a cultura ocidental e, influenciados pela cultura pop dos Estados Unidos, desenhistas em início de carreira começaram a conhecer os quadrinhos e desenhos animados na sua forma moderna. Havia negociantes que contrabandeavam rolos de filmes americanos, desenhos da Disney e outros.
[Somente administradores podem ver esta imagem]Entre os principais artistas que se envolveram com a tal arte, estavam Osamu Tezuka, Shotaro Ishinomori e Leiji Matsumoto. Estes três jovens, mais tarde, foram consagrados no mercado de mangá. Na década de 1950,
influenciados pela mídia que vinha do Ocidente, diversos artistas e
estúdios começaram a desenvolver projetos de animação experimental.
Na época em que o mangá reinava como mídia nasceram os pioneiros animes de sucesso: Hakujaden (A Lenda da Serpente Branca) estreou em 22 de outubro de 1958, primeira produção lançada em circuito comercial da Toei Animation, divisão de animação da Toei Company e Manga Calendar, o primeiro animê especialmente feito para televisão, veiculado pela emissora TBS com produção do estúdio Otogi em 25 de junho de 1962, que teve duração de dois anos.
Logo em seguida, em 1 de janeiro de 1963, foi lançado Astro Boy, baseado no mangá de Osamu Tezuka, já com a estética de personagens de olhos grandes e cabelos espetados vinda da versão impressa. Astro Boy acabou tornando-se o propulsor da maior indústria
de animação do mundo, conquistando também o público dos Estados
Unidos. Tezuka era um ídolo no Japão e sua popularidade lhe
proporcionou recursos para investir em sua própria produtora, a Mushi
Productions. Outras produtoras investiram nesse novo setor e nasceram
clássicos do anime como Oitavo Homem (Eight Man), Super Dínamo (Paa Man), mas ainda com precariedade e contando com poucos recursos, diferente das animações americanas.
Em 1967, surgiram quatro filmes e catorze séries animadas no Japão, entre elas A Princesa e o Cavaleiro, Fantomas e Speed Racer, o primeiro com grande projeção internacional
Animês infantis, infanto-juvenis femininos e sobre robôs gigantes acompanharam o crescimento do número de séries semanais durante a década de 1970. Na época, a Tatsunoko Production, criadora de Speed Racer, lançou um título de sucesso chamado Gatchaman (no Ocidente, Battle of the Planets).

Características
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Os
animes apresentam características bastante distintas, como o uso de
uma direção de arte ágil, enquadramentos ousados e a abordagem de temas
variados. É bastante comum, mesmo nas produções infantis, encontrar situações de humor adultas.
Há também na animação japonesa grande presença de personagens
bem-humorados, mesmo que alguns tenham uma conotação homossexual. As
duas características são reflexos da cultura japonesa, onde não há muita distinção entre homossexuais e heterossexuais,
mas fora deste contexto, como no Ocidente, essas ações acabam por ser
muitas vezes mal interpretadas, levando em muitos casos à censura e adaptação de personagens.
Em muitas produções pode-se conferir caracterizações exageradas de sinais visíveis de sentimentos, como:

  • gota de água que aparece do lado do rosto do personagem representando constrangimento;
  • diminuição súbita do personagem representando vergonha ou medo;
  • nervos estilizados, dentes ou chifres aparecendo repentinamente nos personagens representando raiva ou maldade.
A voz também é um elemento muito importante num personagem. Elas
são selecionadas de acordo com a personalidade dos personagens. Vozes
muito poderosas, infantis, estridentes, harmoniosas ou cavernosas fazem
parte do universo de qualquer anime, e os dubladores ou seiyu são alvos da admiração de muitos fãs.

Relação com outras mídias
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O mais normal é que, quando um mangá alcança sucesso considerável de vendas no Japão, ele seja transformado em anime e se este também obtiver êxito, é traduzido e distribuído a outros países. Eventualmente, diversos produtos relacionados a ele começam a ser produzidos, como jogos de videogame, bonecos e revistas.
No entanto, há casos em que a ordem se inverte, como Neon Genesis Evangelion, cujo mangá foi produzido após o sucesso da série de televisão e Dragon Quest e Pokémon, que eram jogos, a partir do qual foram produzidos animes e mangás.

Influência
O estilo dos animes já influencia a cultura ocidental e está presente também além desta. Por exemplo, a grife Cavalera já lançou uma coleção com alguns personagens clássicos, influências orientais e até mesmo citações de yaoi.
[Somente administradores podem ver esta imagem]A dupla Daft Punk produziu em parceria com Leiji Matsumoto e Kazuhisa Takenochi, animadores profissionais do Japão (que já fizeram animes como Digimon e Sailor Moon) o filme Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem. A banda norte-americana Linkin Park também já fez referência a clássicos da animação japonesa como Gundam, além de ter todo um videoclipe, Breaking The Habit, produzido usando a técnica do anime. Por sua vez, Madonna criou um bloco inteiro dedicado ao mundo oriental em sua turnê Drowned World Tour. Em uma das canções são mostrados alguns animes hentai nos telões da apresentação de 2001 da estrela. Além disso, em seu clipe, Jump (situado em Tóquio), a cantora ainda parece se fantasiar de Mello, personagem de Death Note. O Gorillaz e o Daft Punk foram outras bandas que utilizaram animes em seus clipes. Pode-se citar, Britney Spears, com o clipe Break The Ice, todo produzido no estilo anime. E, por fim, a banda Os Seminovos produziram o clipe da música Ela é otaku, com bastantes imagens de animes conhecidos, disponível no YouTube.
Animações japonesas já receberam ou foram indicadas a vários prêmios internacionais. Sen to Chihiro no Kamikakushi recebeu o Oscar de melhor filme de animação em 2003 e 35 outros prêmios. Nesse mesmo ano, o curta-metragem Atama Yama, de Koji Yamamura, recebeu o grande prêmio do Festival Internacional de Animação de Annecy na França e do Filmfest de Dresden, na Alemanha, além de ser indicado ao Oscar de melhor curta de animação. Esse mesmo prêmio foi recebido em 2009 a Kunio Kato por Tsumiki no ie.
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Fãs de anime
Com o crescente sucesso dos animes, surgiu pelo mundo uma comunidade de fãs que se tornaram conhecidos como otaku.
O próprio termo é alvo de discussões, pois no Japão o verbete possui
conotação pejorativa. Muitos dos espectadores de anime não se consideram
otaku, preferindo fugir do rótulo controverso.


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Re: Géneros de anime e mangá

Mensagem por dracofu em Dom 08 Jan 2012, 16:41


Ecchi







Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Ecchi
Ecchi ou Etchi (em japonês: エッチ? em tradução livre, "obsceno") é um termo japonês que refere-se a relação sexual.
No Ocidente, o termo é associado principalmente com animes, mangás, ou jogos que apresentem a sensualidade como principal tema, em contraste com o termo hentai, usado para aqueles que apresentam sexo explícito.
A origem da palavra é incerta, porém, acredita-se que seja um acrônimo em japonesa da própria palavra Hentai, pelo fato de que no japão a letra H tem som de Ecchi/Etchi, sendo que muitas vezes se referem a mangás hentai como H-mangá.


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Re: Géneros de anime e mangá

Mensagem por dracofu em Dom 08 Jan 2012, 16:41


Harém







Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Harém é um gênero de anime e mangá que apresenta um personagem masculino ou feminino, que vive rodeado por várias personagens do sexo oposto. Normalmente, são comédias românticas, mas podem se tratar de outros tipos.
Estrutura
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Mouse, um exemplo de Harém
Harém em anime ou mangá é um termo usado para caracterizar, quando um protagonista é cercado, geralmente amorosamente, por três ou mais personagens do sexo oposto, o mínimo que pode haver é três personagens do mesmo sexo. Caso contrário, é um triângulo amoroso. O mais comum é quando o cenário é dominado pelo sexo feminino, por exemplo, um grupo de meninas que acompanha um certo menino, e em alguns casos coabitam com o ele, isso é quando a intimidade é quase habitual. Algumas pessoas também sugerem que harém são construídos em torno de um fetiche primário.Mas um anime/Mangá Harém não necessita apenas de ser romântico, o ato de no enredo um rapaz pode ser cercado por três meninas sendo que nenhuma das quais têm um interesse romântico nele, também é um anime-mangá harém.


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Re: Géneros de anime e mangá

Mensagem por dracofu em Dom 08 Jan 2012, 16:41


Hentai







Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
Como Hentai é pornografia e esse blog é classificação livre só irei colocar imagens Ecchi.

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Ecchi
Hentai é uma palavra japonesa que, nos países ocidentais, é usado para se referir, em especial, à pornografia nos estilos japoneses de desenho (anime e mangá).

Significado japonês
No Oriente, a palavra hentai significa metamorfose, pornografia ou perversão sexual; nunca é usado para referir a atividade sexual "normal", nem qualquer entretenimento
de sexo explícito (vale lembrar que as palavras têm impacto diferente,
se uma japonesa chama um amigo de hentai, é equivalente a tarado, ou
pervertido, sem uma conotação suja e doentia). Os termos 18-kin, que significa "proibido a menores de 18 anos", e seijin manga são usados pelos japoneses nesse sentido. Outro termo utilizado para hentai no oriente é H-mangá.
História
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Ecchi
Acredita-se que o hentai seja inspirado em formas de arte erótica que já existem no Japão desde o Período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Naquela época, eram comuns gravuras tradicionais, conhecidas como ukiyo-e, que versavam todos os temas, inclusive o sexo e a nudez. Estas eram conhecidas como shunga, e utilizadas como manual para instruir recém-casados ao sexo.
Com a Restauração Meiji, foi introduzida no Japão a cultura ocidental, que tinha na época grandes barreiras morais à nudez em público. Com isso, o shunga entrou em decadência, mas a pornografia continuou a existir de forma mais escondida.
O surgimento do hentai moderno começou após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando permitiu-se novamente a publicação de material pornográfico. Entretanto, até 1991 era proibida no Japão a divulgação de material com pêlos púbicos, obrigando os artistas a não desenhá-los. Mesmo hoje em dia, a ausência de pêlos é uma característica própria do hentai, mas há muitas obras em que os pelos são desenhados pois não são mais proibidos.
Em 1983, a Nintendo lançou os primeiros pornográficos para computador no Japão. Esses jogos empregavam hentai, e não mulheres
de verdade, para contornar as limitações gráficas dos computadores da
época. O mercado de jogos hentai, a partir daí, alcançou um tamanho
razoável em países do extremo oriente e publicou alguns títulos de pouca expressão no ocidente.
No final da década de 80, o hentai ganhou um novo impulso com a popularização do doujin, ou mangás
amadores. Estima-se que metade do mercado seja composto por
pornografia, embora seja difícil calcular pois muitos desses trabalhos
são divulgados pela internet.

Características e gêneros
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Ecchi
A maioria dos hentais compartilha algumas características em comum. O estilo de desenho pode ter variações como nos mangás
não-pornográficos, mas é quase universal que os pêlos pubianos não são
desenhados, o que acaba dando uma aparência mais jovem às personagens.
Geralmente, dá-se preferência a personagens jovens. Também é comum que
se retratem fetiches típicos dos japoneses, como o bukkake (ejaculação no rosto e corpo por vários homens) e mulheres com partes do corpo de animais, geralmente gatos, conhecidas como nekomimi.
Mesmo trabalhos não-pornográficos de anime e mangá retratam situações
adultas e nudez leve, mesmo em obras voltadas ao público infantil (como
em Sailor Moon).
O hentai pode ser dividido em vários géneros, de acordo com a temática
das relações exploradas na obra. Muitos fãs têm o seu gênero favorito,
e alguns tipos de hentai podem ser considerados mais pervertidos do
que outros.
Geralmente, usam-se palavras japonesas para denominar os tipos de hentai:
Kemono (Animais)(no ocidente também conhecido como Yiff ou furry)

Futanari (Hermafroditas)

Loli-con (Meninas jovens)

Shota-con (Meninos jovens)

Yaoi (Gays)

Yuri (Lésbicas)

Guro (grotesco, pode envolver violência e scat)


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Re: Géneros de anime e mangá

Mensagem por dracofu em Dom 08 Jan 2012, 16:42


Mangá







Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

[Somente administradores podem ver esta imagem]
O mangá ou manga é a palavra usada para designar as histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês. No Japão, o termo designa quaisquer histórias em quadrinhos.
Vários mangás dão origem a animes para exibição na televisão, em vídeo ou em cinemas, mas também há o processo inverso em que os animes tornam-se uma edição impressa de história em sequência ou de ilustrações.

História
Os mangás têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.), com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. O primeiro desses emakimono, o Ingá Kyô, é a cópia de uma obra chinesa e separa nitidamente o texto da pintura.
A partir da metade do século XII, surgem os primeiros emakimono com estilo japonês. O Genji Monogatari Emaki é o exemplar de emakimono mais antigo conservado, sendo o mais famoso o Chojugiga, atribuído ao bonzo Kakuyu Toba e preservado no templo de Kozangi em Kyoto.
Nesses últimos surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas
cenas de pintura. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a
narração é hoje uma das características mais importantes dos mangás.
[Somente administradores podem ver esta imagem]
No período Edo,
em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram
inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias, mas
rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler, antes do nascimento da estampa independente com uma única ilustração: o ukiyo-e no século XVI. É, aliás, Katsushika Hokusai o precursor da estampa de paisagens, nomeando suas célebres caricaturas publicadas de 1814 à 1834 em Nagoya, cria a palavra mangá — significando "desenhos irresponsáveis" — que pode ser escrita, em japonês, das seguintes formas: Kanji, Hiragana, Katakana e Romaji (Mangá).
Os mangás não tinham, no entanto, sua forma atual, que surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais provenientes dos Estados Unidos e Europa. Tanto que chegaram a ser conhecidos como Punch-picture como a revista britânica, origem do nome, Punch Magazine (Revista Punch), os jornais traziam humor e sátiras sociais e políticas em curtas tiras de um ou quatro quadros.
Diversas séries comparáveis as de além-mar surgem nos jornais japoneses: Norakuro Joutouhei (Primeiro Soldado Norakuro) uma série antimilitarista de Tagawa Suiho, e Boken Dankichi (As aventuras de Dankichi) de Shimada Keizo são as mais populares até a metade dos anos quarenta, quando toda a imprensa foi submetida à censura
do governo, assim como todas as atividades culturais e artísticas.
Entretanto, o governo japonês não hesitou em utilizar os quadrinhos para
fins de propaganda.
Sob ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakas, como os desenhistas são conhecidos, sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana.
Nessa época, mangás eram bastante caros,
começaram a surgir compilações em akahons (ou akabons, livros
vermelhos), livros produzidos com papel mais barato e capa vermelha e do
tamanho dos cartões postais.
[Somente administradores podem ver esta imagem]
É então que um artista influenciado por Walt Disney e Max Fleischer revoluciona esta forma de expressão e dá vida ao mangá moderno: Osamu Tezuka.
As características faciais semelhantes às dos desenhos de Disney e
Fleischer, onde olhos, boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de
maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos
personagens tornaram sua produção possível. É ele quem introduz os
movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que
dão a impressão de velocidade ou onomatopeias
que se integram com a arte, destacando todas as ações que comportassem
movimento, mas também, e acima de tudo, pela alternância de planos e
de enquadramentos como os usados no cinema. As histórias ficaram mais
longas e começaram a ser divididas em capítulos.
Em 1947,
Tezuka criou publicou no formato akahon, um mangá escrito por Sakai
Shichima, Shin Takarajima (A Nova Ilha do Tesouro), um título de grande
de sucesso que chegou a vender 400 mil exemplares.
Osamu Tezuka produz através de seu próprio estúdio, o Mushi Production, a primeira série de animação para a televisão japonesa em 1963, a partir de uma de suas obras: Tetsuwan Atom
(Astro Boy). Finalmente a passagem do papel para a televisão tornou-se
comum e o aspecto comercial do mangá ganhou amplitude, mas Tezuka não
se contentou com isso. Sua criatividade o levou a explorar diferentes
gêneros — na sua maioria, os mangás tinham como público-alvo
as crianças e jovens —, assim como a inventar outros, participando no
aparecimento de mangás para adultos nos anos sessenta com os quais ele
pôde abordar assuntos mais sérios e criar roteiros mais complexos. Ele
também foi mentor de um número importante de mangakas como Fujiko & Fujio (dupla criadora de Doraemon), Akatsuka Fujio, Akira "Leiji" Matsumoto, Tatsuo Yoshida (criador de Speed Racer) e Shotaro Ishinomori.
Assim, os mangás cresceram simultaneamente com seus leitores e
diversificaram-se segundo o gosto de um público cada vez mais
importante, tornando-se aceitos culturalmente. A edição de mangás
representa hoje mais de um terço da tiragem e mais de um quarto dos
rendimentos do mercado editorial em seu país de origem. Tornaram-se um
verdadeiro fenômeno ao alcançar todas as classes sociais
e todas as gerações graças ao seu preço baixo e a diversificação de
seus temas. De fato, como espelho social, abordam todos os temas
imagináveis, revelando assim suas funções pedagógicas.

Estilos
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Para os japoneses as histórias em quadrinhos são leitura comum de uma faixa etária bem mais abrangente do que a infanto-juvenil. A sociedade japonesa é ávida por leitura e em toda parte vê-se desde adultos até crianças lendo as revistas. Portanto, o público-consumidor é muito extenso, com tiragens na casa dos milhões e o desenvolvimento de vários estilos para agradar a todos os gostos.
Por isso os mangás são comumente classificados de acordo com seu público-alvo. Histórias onde o público alvo são meninos — o que não quer dizer que garotas não devam lê-los — são chamados de shounen (garoto jovem, adolescente, em japonês) como One Piece, Naruto, Bleach etc. e tratam normalmente de histórias de ação, amizade e aventura. Histórias que atualmente visam meninas são chamadas de shoujo
(garota jovem em japonês) e têm como característica marcante as
sensações e sensibilidade da personagem e do meio (também existem
garotos que leem shojo.) como Nana. Além desses, existe o gekigá,
que é uma corrente mais realista voltada ao público adulto (não
necessariamente são pornográficos ou eróticos) como, por exemplo Lobo Solitário e ainda os gêneros seinen para homens jovens e josei
para mulheres. Os traços típicos encontrados nas histórias cômicas não
são encontrados nessa última corrente. Existem também os
pornográficos, apelidados hentai. As histórias yuri abordam a relação homossexual feminina e o yaoi trata da relação amorosa entre dois homens, mas ambos não possuem necessariamente cenas de sexo explícito. Os edumangás que são mangás didáticos voltados para o ensino de diversas matérias.

Formato
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O sentido de leitura de um mangá japonês


A ordem de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental, ou seja, inicia-se da capa do livro com a brochura
à sua direita (correspondendo a contracapa ocidental), sendo a leitura
das páginas feita da direita para a esquerda. Alguns mangás publicados
fora do Japão possuem a configuração habitual do Ocidente.
Além disso, o conteúdo é impresso em preto e branco, contendo esporadicamente algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos, e em papel reciclado tornando-o barato e acessível a qualquer pessoa.
Os mangás são publicados no Japão originalmente em revistas antológicas impressas em papel-jornal parecidas com listas telefônicas.
Essas revistas com cerca de 300 à 800 páginas, são publicadas em
periodicidades diversas que vão da semana ao trimestre. Elas trazem
capítulos de várias séries diferentes. Cada capítulo normalmente tem
entre dez e 40 páginas. Assim que atingem um número de páginas em torno
de 160~200, é publicado um volume encadernado, chamado tankohon ou Tankōbon,
que então contém apenas histórias de uma série. Esses volumes são os
vendidos em diversos países dependendo do sucesso alcançado por uma
série.
[Somente administradores podem ver esta imagem]Uma das revistas mais famosas é a Shonen Jump da editora Shueisha. Ela publicou clássicos como Dragon Ball, Saint Seiya, Yu Yu Hakusho e continua publicando outra séries conhecidas como Hunter x Hunter, Naruto, One Piece, Bleach e Death Note. Existem também outras revistas como a Champion Red mensal (Akita Shoten), que publica Saint Seiya Episode G, a Shonen Sunday semanal (Shogakukan), que publicava InuYasha, e a Afternoon mensal (Kodansha). Entre outras, podem-se citar também a Nakayoshi (Kodansha), revista de shoujo famosa que publicou entre outros Bishoujo Senshi Sailor Moon e Sakura Card Captors, e a Hana to Yume (Hakusensha) que publica Hana Kimi e Fruits Basket.
Há também os fanzines e dōjinshis
que são revistas feitas por autores independentes sem nenhum vínculo
com grandes empresas. Algumas dessas revistas criam histórias inéditas e
originais utilizando os personagens de outra ou podem dar continuidade
a alguma série famosa. Esse tipo de produto pode ser encontrado
normalmente em eventos de cultura japonesa e na internet. O Comiket (abreviação de comic market),
uma das maiores feiras de quadrinhos do mundo com mais de 400.000
visitantes em três dias que ocorre anualmente no Japão, é dedicada ao dōjinshi.





No Brasil
A
popularidade do estilo japonês de desenhar é marcante, também pela
grande quantidade de japoneses e descendentes residentes no país. Já na
década de 1960, alguns autores descendentes de japoneses, como Júlio Shimamoto, Minami Keizi e Claudio Seto,
começaram a utilizar influências gráficas, narrativas ou temáticas de
mangá em seus trabalhos. O termo mangá não era utilizado, mas a
influência em algumas histórias tornou-se óbvia. Alguns trabalhos também
foram feitos nos anos 80, como o Super-Pinóquio de Claudio Seto, o Robô Gigante de Watson Portela pela Grafipar e o Drácula de Ataíde Braz e Neide Harue pela Nova Sampa.
[Somente administradores podem ver esta imagem]Embora a primeira associação relacionada a mangá, a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações, tenha sido criada em 3 de fevereiro de 1984, o "boom" dos mangás no Brasil aconteceu por volta de dezembro de 2000, com o lançamento dos títulos Samurai X, Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco pelas editoras JBC e a Conrad.
Esses, porém, não foram os primeiros a chegar ao território brasileiro.
Alguns clássicos foram publicados nos anos 80 e começo dos anos 90 sem
tanto destaque, como Lobo Solitário em 1988 pela Editora Cedibra, primeiro mangá lançado no Brasil, Akira pela Editora Globo, Crying Freeman, pela Nova Sampa, A Lenda de Kamui (Sanpei Shirato) e Mai - Garota Sensitiva pela Editora Abril, Cobra e Baoh pela Dealer e Escola de Ninjas (Ben Dunn) pela Nova Sampa.
Porém, a publicação de vários títulos foi interrompida e o público
brasileiro ficou sem os mangás traduzidos por vários anos. Existiram
ainda edições piratas de alguns mangás.
O mais famoso foi Japinhas Safadinhas lançado em nove edições pela "Bigbun" (selo erótico da Editora Sampa). O mangá era uma versão sem licenciamento de Angel de U-jin.
O movimento voltou a produzir frutos nos anos 90. Com a inconstância do
mercado editorial brasileiro, existe pelo menos uma revista nacional
no estilo mangá que conseguiu relativo sucesso: Holy Avenger. Além deste há também outras publicações bastante conhecidas pelos fãs de mangá, como Ethora, Combo Rangers, Oiran e Sete Dias em Alesh do Studio Seasons,
e a antiga revista de fanzines Tsunami. Atualmente os quadrinhos
feitos no estilo mangá, tirando algumas exceções, como as citadas
acima, se baseia em fanzines. Em 2008 a Maurício de Sousa Produções lançou Turma da Mônica Jovem, versão adolescente da Turma da Mônica, e, em 2009, a Ediouro Publicações lançou a revista Luluzinha Teen e sua Turma. No fim desse mesmo ano, começaram a ser lançados mangás didáticos, com a série O Guia Mangá, da editora Novatec, publicados originalmente pela editora Ohmsha como The Manga Guide.


Em outros países
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muito tempo o estilo tem deixado sua influência nos quadrinhos e nas
animações no mundo todo. Artistas americanos de quadrinhos alternativos
como Frank Miller
foram de alguma maneira influenciados em algumas de suas obras. As
influências recebidas dos mangás japoneses ficaram mais evidentes com a
minissérie Ronin (1983).
Outros artistas como os americanos Brian Wood, Adam Warren, Ben Dunn (autor de Ninja High School), Fred Gallagher (autor de Megatokyo) e Becky Cloonan (autor de Demo) e o canadense O'Malley (autor de Lost At Sea)
são muito influenciados pelo estilo e têm recebido muitos aplausos por
parte da comunidade de fãs de fora dos mangás. Estes artistas têm
outras influências que tornam seus trabalhos mais interessantes para os
leigos nesta arte. Além disso, eles têm suas raízes em subculturas
orientais dentro de seus próprios países.
Histórias em quadrinhos americanas que utilizam a estética dos mangás, são constantemente chamados de OEL Manga ou Amerimanga.
O americano Paul Pope trabalhou no Japão pela editora Kodansha na revista antológica mensal Afternoon. Antes disso ele tinha um projeto de uma antologia que seria mais tarde publicada nos Estados Unidos — a Heavy Liquid. O resultado deste trabalho demonstra fortemente a influência da cultura do mangá em nível internacional.
Na França existe o movimento artístico, descrito em manifesto como la nouvelle manga. Esse foi iniciado por Frédéric Boilet
através da combinação dos mangás maduros com o estilo tradicional de
quadrinhos franco-belgas. Enquanto vários artistas japoneses se uniam ao
projeto outros artistas franceses resolveram também abraçar essa
ideia.
Na Coreia do Sul atualmente podemos observar um movimento em direção aos mangás muito forte. Os manhwas coreanos e manhuas chineses têm atingido vários países pelo globo. Um exemplo claro de manhwas no Brasil são algumas histórias de sucesso como Ragnarök e Chonchu.
Além de tudo isso, é bastante comum encontrar histórias on-line de vários países nesse estilo e até ilustrações mais corriqueiras como das relacionadas à publicidade


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Re: Géneros de anime e mangá

Mensagem por dracofu em Dom 08 Jan 2012, 16:43


Mangá







Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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O mangá ou manga é a palavra usada para designar as histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês. No Japão, o termo designa quaisquer histórias em quadrinhos.
Vários mangás dão origem a animes para exibição na televisão, em vídeo ou em cinemas, mas também há o processo inverso em que os animes tornam-se uma edição impressa de história em sequência ou de ilustrações.

História
Os mangás têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.), com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. O primeiro desses emakimono, o Ingá Kyô, é a cópia de uma obra chinesa e separa nitidamente o texto da pintura.
A partir da metade do século XII, surgem os primeiros emakimono com estilo japonês. O Genji Monogatari Emaki é o exemplar de emakimono mais antigo conservado, sendo o mais famoso o Chojugiga, atribuído ao bonzo Kakuyu Toba e preservado no templo de Kozangi em Kyoto.
Nesses últimos surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas
cenas de pintura. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a
narração é hoje uma das características mais importantes dos mangás.
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No período Edo,
em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram
inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias, mas
rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler, antes do nascimento da estampa independente com uma única ilustração: o ukiyo-e no século XVI. É, aliás, Katsushika Hokusai o precursor da estampa de paisagens, nomeando suas célebres caricaturas publicadas de 1814 à 1834 em Nagoya, cria a palavra mangá — significando "desenhos irresponsáveis" — que pode ser escrita, em japonês, das seguintes formas: Kanji, Hiragana, Katakana e Romaji (Mangá).
Os mangás não tinham, no entanto, sua forma atual, que surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais provenientes dos Estados Unidos e Europa. Tanto que chegaram a ser conhecidos como Punch-picture como a revista britânica, origem do nome, Punch Magazine (Revista Punch), os jornais traziam humor e sátiras sociais e políticas em curtas tiras de um ou quatro quadros.
Diversas séries comparáveis as de além-mar surgem nos jornais japoneses: Norakuro Joutouhei (Primeiro Soldado Norakuro) uma série antimilitarista de Tagawa Suiho, e Boken Dankichi (As aventuras de Dankichi) de Shimada Keizo são as mais populares até a metade dos anos quarenta, quando toda a imprensa foi submetida à censura
do governo, assim como todas as atividades culturais e artísticas.
Entretanto, o governo japonês não hesitou em utilizar os quadrinhos para
fins de propaganda.
Sob ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakas, como os desenhistas são conhecidos, sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana.
Nessa época, mangás eram bastante caros,
começaram a surgir compilações em akahons (ou akabons, livros
vermelhos), livros produzidos com papel mais barato e capa vermelha e do
tamanho dos cartões postais.
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É então que um artista influenciado por Walt Disney e Max Fleischer revoluciona esta forma de expressão e dá vida ao mangá moderno: Osamu Tezuka.
As características faciais semelhantes às dos desenhos de Disney e
Fleischer, onde olhos, boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de
maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos
personagens tornaram sua produção possível. É ele quem introduz os
movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que
dão a impressão de velocidade ou onomatopeias
que se integram com a arte, destacando todas as ações que comportassem
movimento, mas também, e acima de tudo, pela alternância de planos e
de enquadramentos como os usados no cinema. As histórias ficaram mais
longas e começaram a ser divididas em capítulos.
Em 1947,
Tezuka criou publicou no formato akahon, um mangá escrito por Sakai
Shichima, Shin Takarajima (A Nova Ilha do Tesouro), um título de grande
de sucesso que chegou a vender 400 mil exemplares.
Osamu Tezuka produz através de seu próprio estúdio, o Mushi Production, a primeira série de animação para a televisão japonesa em 1963, a partir de uma de suas obras: Tetsuwan Atom
(Astro Boy). Finalmente a passagem do papel para a televisão tornou-se
comum e o aspecto comercial do mangá ganhou amplitude, mas Tezuka não
se contentou com isso. Sua criatividade o levou a explorar diferentes
gêneros — na sua maioria, os mangás tinham como público-alvo
as crianças e jovens —, assim como a inventar outros, participando no
aparecimento de mangás para adultos nos anos sessenta com os quais ele
pôde abordar assuntos mais sérios e criar roteiros mais complexos. Ele
também foi mentor de um número importante de mangakas como Fujiko & Fujio (dupla criadora de Doraemon), Akatsuka Fujio, Akira "Leiji" Matsumoto, Tatsuo Yoshida (criador de Speed Racer) e Shotaro Ishinomori.
Assim, os mangás cresceram simultaneamente com seus leitores e
diversificaram-se segundo o gosto de um público cada vez mais
importante, tornando-se aceitos culturalmente. A edição de mangás
representa hoje mais de um terço da tiragem e mais de um quarto dos
rendimentos do mercado editorial em seu país de origem. Tornaram-se um
verdadeiro fenômeno ao alcançar todas as classes sociais
e todas as gerações graças ao seu preço baixo e a diversificação de
seus temas. De fato, como espelho social, abordam todos os temas
imagináveis, revelando assim suas funções pedagógicas.

Estilos
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Para os japoneses as histórias em quadrinhos são leitura comum de uma faixa etária bem mais abrangente do que a infanto-juvenil. A sociedade japonesa é ávida por leitura e em toda parte vê-se desde adultos até crianças lendo as revistas. Portanto, o público-consumidor é muito extenso, com tiragens na casa dos milhões e o desenvolvimento de vários estilos para agradar a todos os gostos.
Por isso os mangás são comumente classificados de acordo com seu público-alvo. Histórias onde o público alvo são meninos — o que não quer dizer que garotas não devam lê-los — são chamados de shounen (garoto jovem, adolescente, em japonês) como One Piece, Naruto, Bleach etc. e tratam normalmente de histórias de ação, amizade e aventura. Histórias que atualmente visam meninas são chamadas de shoujo
(garota jovem em japonês) e têm como característica marcante as
sensações e sensibilidade da personagem e do meio (também existem
garotos que leem shojo.) como Nana. Além desses, existe o gekigá,
que é uma corrente mais realista voltada ao público adulto (não
necessariamente são pornográficos ou eróticos) como, por exemplo Lobo Solitário e ainda os gêneros seinen para homens jovens e josei
para mulheres. Os traços típicos encontrados nas histórias cômicas não
são encontrados nessa última corrente. Existem também os
pornográficos, apelidados hentai. As histórias yuri abordam a relação homossexual feminina e o yaoi trata da relação amorosa entre dois homens, mas ambos não possuem necessariamente cenas de sexo explícito. Os edumangás que são mangás didáticos voltados para o ensino de diversas matérias.

Formato
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O sentido de leitura de um mangá japonês


A ordem de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental, ou seja, inicia-se da capa do livro com a brochura
à sua direita (correspondendo a contracapa ocidental), sendo a leitura
das páginas feita da direita para a esquerda. Alguns mangás publicados
fora do Japão possuem a configuração habitual do Ocidente.
Além disso, o conteúdo é impresso em preto e branco, contendo esporadicamente algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos, e em papel reciclado tornando-o barato e acessível a qualquer pessoa.
Os mangás são publicados no Japão originalmente em revistas antológicas impressas em papel-jornal parecidas com listas telefônicas.
Essas revistas com cerca de 300 à 800 páginas, são publicadas em
periodicidades diversas que vão da semana ao trimestre. Elas trazem
capítulos de várias séries diferentes. Cada capítulo normalmente tem
entre dez e 40 páginas. Assim que atingem um número de páginas em torno
de 160~200, é publicado um volume encadernado, chamado tankohon ou Tankōbon,
que então contém apenas histórias de uma série. Esses volumes são os
vendidos em diversos países dependendo do sucesso alcançado por uma
série.
[Somente administradores podem ver esta imagem]Uma das revistas mais famosas é a Shonen Jump da editora Shueisha. Ela publicou clássicos como Dragon Ball, Saint Seiya, Yu Yu Hakusho e continua publicando outra séries conhecidas como Hunter x Hunter, Naruto, One Piece, Bleach e Death Note. Existem também outras revistas como a Champion Red mensal (Akita Shoten), que publica Saint Seiya Episode G, a Shonen Sunday semanal (Shogakukan), que publicava InuYasha, e a Afternoon mensal (Kodansha). Entre outras, podem-se citar também a Nakayoshi (Kodansha), revista de shoujo famosa que publicou entre outros Bishoujo Senshi Sailor Moon e Sakura Card Captors, e a Hana to Yume (Hakusensha) que publica Hana Kimi e Fruits Basket.
Há também os fanzines e dōjinshis
que são revistas feitas por autores independentes sem nenhum vínculo
com grandes empresas. Algumas dessas revistas criam histórias inéditas e
originais utilizando os personagens de outra ou podem dar continuidade
a alguma série famosa. Esse tipo de produto pode ser encontrado
normalmente em eventos de cultura japonesa e na internet. O Comiket (abreviação de comic market),
uma das maiores feiras de quadrinhos do mundo com mais de 400.000
visitantes em três dias que ocorre anualmente no Japão, é dedicada ao dōjinshi.





No Brasil
A
popularidade do estilo japonês de desenhar é marcante, também pela
grande quantidade de japoneses e descendentes residentes no país. Já na
década de 1960, alguns autores descendentes de japoneses, como Júlio Shimamoto, Minami Keizi e Claudio Seto,
começaram a utilizar influências gráficas, narrativas ou temáticas de
mangá em seus trabalhos. O termo mangá não era utilizado, mas a
influência em algumas histórias tornou-se óbvia. Alguns trabalhos também
foram feitos nos anos 80, como o Super-Pinóquio de Claudio Seto, o Robô Gigante de Watson Portela pela Grafipar e o Drácula de Ataíde Braz e Neide Harue pela Nova Sampa.
[Somente administradores podem ver esta imagem]Embora a primeira associação relacionada a mangá, a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações, tenha sido criada em 3 de fevereiro de 1984, o "boom" dos mangás no Brasil aconteceu por volta de dezembro de 2000, com o lançamento dos títulos Samurai X, Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco pelas editoras JBC e a Conrad.
Esses, porém, não foram os primeiros a chegar ao território brasileiro.
Alguns clássicos foram publicados nos anos 80 e começo dos anos 90 sem
tanto destaque, como Lobo Solitário em 1988 pela Editora Cedibra, primeiro mangá lançado no Brasil, Akira pela Editora Globo, Crying Freeman, pela Nova Sampa, A Lenda de Kamui (Sanpei Shirato) e Mai - Garota Sensitiva pela Editora Abril, Cobra e Baoh pela Dealer e Escola de Ninjas (Ben Dunn) pela Nova Sampa.
Porém, a publicação de vários títulos foi interrompida e o público
brasileiro ficou sem os mangás traduzidos por vários anos. Existiram
ainda edições piratas de alguns mangás.
O mais famoso foi Japinhas Safadinhas lançado em nove edições pela "Bigbun" (selo erótico da Editora Sampa). O mangá era uma versão sem licenciamento de Angel de U-jin.
O movimento voltou a produzir frutos nos anos 90. Com a inconstância do
mercado editorial brasileiro, existe pelo menos uma revista nacional
no estilo mangá que conseguiu relativo sucesso: Holy Avenger. Além deste há também outras publicações bastante conhecidas pelos fãs de mangá, como Ethora, Combo Rangers, Oiran e Sete Dias em Alesh do Studio Seasons,
e a antiga revista de fanzines Tsunami. Atualmente os quadrinhos
feitos no estilo mangá, tirando algumas exceções, como as citadas
acima, se baseia em fanzines. Em 2008 a Maurício de Sousa Produções lançou Turma da Mônica Jovem, versão adolescente da Turma da Mônica, e, em 2009, a Ediouro Publicações lançou a revista Luluzinha Teen e sua Turma. No fim desse mesmo ano, começaram a ser lançados mangás didáticos, com a série O Guia Mangá, da editora Novatec, publicados originalmente pela editora Ohmsha como The Manga Guide.


Em outros países
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muito tempo o estilo tem deixado sua influência nos quadrinhos e nas
animações no mundo todo. Artistas americanos de quadrinhos alternativos
como Frank Miller
foram de alguma maneira influenciados em algumas de suas obras. As
influências recebidas dos mangás japoneses ficaram mais evidentes com a
minissérie Ronin (1983).
Outros artistas como os americanos Brian Wood, Adam Warren, Ben Dunn (autor de Ninja High School), Fred Gallagher (autor de Megatokyo) e Becky Cloonan (autor de Demo) e o canadense O'Malley (autor de Lost At Sea)
são muito influenciados pelo estilo e têm recebido muitos aplausos por
parte da comunidade de fãs de fora dos mangás. Estes artistas têm
outras influências que tornam seus trabalhos mais interessantes para os
leigos nesta arte. Além disso, eles têm suas raízes em subculturas
orientais dentro de seus próprios países.
Histórias em quadrinhos americanas que utilizam a estética dos mangás, são constantemente chamados de OEL Manga ou Amerimanga.
O americano Paul Pope trabalhou no Japão pela editora Kodansha na revista antológica mensal Afternoon. Antes disso ele tinha um projeto de uma antologia que seria mais tarde publicada nos Estados Unidos — a Heavy Liquid. O resultado deste trabalho demonstra fortemente a influência da cultura do mangá em nível internacional.
Na França existe o movimento artístico, descrito em manifesto como la nouvelle manga. Esse foi iniciado por Frédéric Boilet
através da combinação dos mangás maduros com o estilo tradicional de
quadrinhos franco-belgas. Enquanto vários artistas japoneses se uniam ao
projeto outros artistas franceses resolveram também abraçar essa
ideia.
Na Coreia do Sul atualmente podemos observar um movimento em direção aos mangás muito forte. Os manhwas coreanos e manhuas chineses têm atingido vários países pelo globo. Um exemplo claro de manhwas no Brasil são algumas histórias de sucesso como Ragnarök e Chonchu.
Além de tudo isso, é bastante comum encontrar histórias on-line de vários países nesse estilo e até ilustrações mais corriqueiras como das relacionadas à publicidade


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Re: Géneros de anime e mangá

Mensagem por dracofu em Dom 08 Jan 2012, 16:43


Mecha







Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Um mecha é um robô gigante controlado por um piloto ou controlador. Um mecha geralmente é uma máquina de guerra, cujos principais oponentes são monstros gigantes ou outros mechas. Geralmente são construídos em formato antropomórfico (de ser humano) ou de animais. Considera-se que a primeira aparição de um mecha ocorreu na novela "A Guerra dos Mundos", de H. G. Wells, na qual os marcianos pilotam naves trípedes similares a muitos mechas atuais.
O conceito de mecha está intimamente relacionado ao de exoesqueletos
na ficção científica, que seriam estruturas vestidas por uma pessoa
capazes de ampliar seus movimentos ou conferi-la mais força. A diferença
é que um exoesqueleto é "vestido" pelo piloto (em volta do corpo e
imitando seus movimentos), enquanto um mecha é pilotado por controles ou
mentalmente.


O género mecha de anime
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No contexto do anime, também se chama de mecha às produções em que mechas e seus pilotos são os principais personagens. Esse gênero também se tornou popular em séries de ficção científica japonesa, conhecidas como tokusatsu, e levou a produção de grandes linhas de brinquedos inspirados nos mechas.
O público-alvo desses animes são jovens e adultos do sexo masculino,
mas há uma grande variedade de histórias sobre mecha abrangendo vários
gêneros e estilos. Características comuns do gênero são o combate ao mal, os pilotos de idade adolescente em profusão e o uso de gritos e bordões para controlar os mechas.
O gênero iniciou-se com o mangá Tetsujin 28-go de Mitsuteru Yokoyama em 1956, que foi animado em 1963. Considera-se que popularidade dos mecha, no entanto, começou com o surgimento da série Gundam
em 1979, que deu origem a vários programas e séries animadas. Algumas
séries de mecha tornaram-se bastante populares por todo o mundo, como Neon Genesis Evangelion e Super Sentai, dando origem até a paródias como na série animada Megas XLR.


Jogos
Vários jogos,
contam com a presença de mechas. Considera-se que mechas sejam
populares no âmbito dos jogos devido a suas características de força e
poder. Alguns jogos de tabuleiro também giram em torno do universo dos mechas.


Mechas específicos na mídia





  • All- Terrain (tipos de veículos) - Guerra nas estrelas
  • APU (Armored Personal Unit) - Matrix (filmes)
  • Autobots (robô autômato e inteligente) - Transformers (desenho)
  • AMP Suit (Amplified Mobility Platform) - Avatar (filme)
  • Battroid - Macross (anime)
  • Bioman - Bio Robô
  • Changeman - Change Robô
  • Crise Suit - Warhammer 40000
  • Decepticons - Transformers
  • Evangelion (espécie de mecha biológico)- Evangelion (anime, mangá)
  • Flashman - Flash King e Titan Júnior
  • Full Metal Panic!
  • Goliath - Starcraft
  • Gurren Lagann - Tengen Toppa Gurren Lagann
  • Gravion - Choujuushin Gravion
  • HAR (Human-Assisted Robot) - One Must Fall
  • Jaspion - Daileon
  • Jiraya - Deus Jiray
  • Kbot- Total Annihilation
  • Knightmare - Code Geass
  • Liveman - Live Robo e Live Boxer
  • Magitek (Magic-Based) Armor - Final Fantasy
  • Maskman - Great Five e Galaxy Robô
  • Mech - universo Mechwarrior (RPG, videogames, etc...)
  • MechQuest - Jogo RPG de mechas no ano de 3008-3009.
  • Mobile suit - Gundam
  • Nirvash - Eureka Seven
  • Patlabor - The mobile police
  • Powered Suit - Tropas Estrelares
  • Sharivan - Grand Bus
  • Solid Armor - Detonator Orgun
  • Spielvan - Deffender
  • Veritech - Macross
  • Wanzers - Front Mission
  • Zegapain - Altair


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Re: Géneros de anime e mangá

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